Entrevista ao Treinador Diogo Correia

1. Pequena apresentação Pessoal
O meu nome é Diogo André Ferreira da Silva Gonçalves Correia, tenho 30 anos, feitos dia 19 de Fevereiro. Sou natural de Famões, Odivelas.
Trabalho atualmente no departamento de IT da Teleperformance, mas a grande paixão é sem dúvida o futebol.

2. Quando começou no mundo do Futebol?
Comecei no mundo do futebol enquanto treinador em 2016/17 como treinador-adjunto da equipa de Iniciados A do Palmelense FC, na margem Sul (Palmela), não foi fácil fazer tantas deslocações para Palmela durante a semana, mas é como dizem, quem corre por gosto não cansa.

Após alguns meses e com o bom trabalho feito, fui convidado a integrar as equipas da EF Belém de Odivelas, fiquei como adjunto de Infantis A, e mais tarde como treinador principal desse mesmo escalão.

Com os conhecimentos que fui adquirindo na AF Setúbal nos tempos em que estive em Palmela, inscrevi-me no curso UEFA C que concluí no final desse ano, sendo que para fazer o estágio fui para o CER Tenente Valdez, que me acolheu muito bem, fiz o estágio todo lá e depois continuei no clube como treinador e Head Scout (Observador Principal), pois também fiz um curso da International Profissional Scouting Organisation (IPSO) que me deu essas valências.

Após 2 anos surgiu a oportunidade de vir para o CD Belas, ajudar os Infantis A a fazer a sua adaptação ao futebol 11, com base na experiência até ao momento adquirida foi um processo que já havia feito e no entanto um desafio muito grande, e como treinador ambicioso o facto do desafio ser grande é como um combustível que nos faz trabalhar mais e mais.
 

3. Qual a maior dificuldade de treinar crianças/jovens e como contornar essa dificuldade
Por vezes a quantidade de brincadeira durante os treinos é um problema, assim como o facto de estarem numa idade de irreverência, em que as respostas por vezes não são as melhores, mas é tudo um processo de conhecimento individual do atleta, do que o motiva e que o move a estar ali e utilizar esses estímulos para tirar o melhor de cada um, sempre em prol do grupo. Ser treinador é também ser um amigo do atleta.

4. Indique um momento que tenha ficado na memória durante o percurso no Clube Desportivo de Belas
Posso salientar 2, o jogo frente ao Lourel, fora, em que precisávamos de uma vitória mesmo sabendo da dificuldade acrescida do jogo, e soubemos manter o plano defensivo até à reta final e jogar no contra-ataque puro, que resultou em golo a 5 minutos do fim, garantindo os 3 pontos e a festa dos nossos rapazes, com isso voltamos a entrar na corrida pelo 2º lugar.

O outro é obviamente o jogo com o Despertar que nos garantiu o 2º lugar e a cereja no topo do bolo, de uma época muito difícil em todos os aspetos.

5. Quais são as suas perspetivas futuras enquanto treinador desportivo?
O futuro ninguém conhece, mas como todo o treinador, o sonho passa por treinar sempre mais acima. No entanto os objetivos pessoais são claros, ir subindo com calma na cadeia dos escalões, até atingir o patamar de Seniores. Mas para isso é preciso ir apresentando competência e trabalho assim como investir na formação individual (UEFA B).

Mas por agora é desfrutar do que tenho em mãos que é sem dúvida um grupo magnifico e muito desafiante.

6. Na sua opinião, qual é a importância do futebol na vida das crianças/adolescentes?
O futebol é sem dúvida alguma uma mais valia na vida de qualquer jovem, o futebol tem vários efeitos sobre os jovens, serve de escape e/ou motivador, é uma forma de convívio, de ajudar estes jovens a perceber que o trabalho em equipa é fundamental para atingir objetivos e tem um papel social muito importante, mas temos de ter atenção que muitas vezes existem jogadores que preferiam estar a fazer outro desporto mas estão no futebol por pressão dos pais ou familiares, isso também não é saudável, pois eles devem viver os próprios sonhos.

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